Nota de solidariedade às educadoras e educadores da rede estadual do Rio Grande do Sul

Foto: Luiz Damasceno / CPERS

A Setorial de Educação do PT Rio Grande do sul, reunida no dia 5 de maio de 2020 manifesta sua solidariedade às educadoras e aos educadores da rede estadual de Educação do Rio Grande do Sul. Em especial neste mês no qual, em meio a pandemia, educadoras/es estão sendo penalizados com o confisco em seus salários, com a absurda contribuição previdenciária das aposentadas e aposentados, com o corte do ponto de grevistas e com descontos significativos no reenquadramento da Gratificação de Local de Exercício. Sem esquecer que os salários estão congelados e parcelados desde o último reajuste concedido no governo Tarso Genro do PT .
Neste momento dramático, reafirmamos o compromisso histórico das e dos membros desta setorial e do partido na defesa de uma Educação pública, gratuita e de qualidade. Compromisso este atestado pela nossa história de lutas junto à categoria das educadoras e dos educadores junto ao CPERS Sindicato, mas também nos governos democráticos e populares encabeçados pelo PT e em nossa atuação parlamentar.
Coerente com esta história, a bancada do PT na Assembleia Legislativa lutou incansavelmente, reforçando a greve histórica do CPERS Sindicato e demais categorias, denunciando e enfrentando o pacote nefasto defendido e aprovado por Eduardo Leite (PSDB) e por sua base aliada na Assembleia Legislativa (MDB, PP, PTB, PSB, DEM, PPS PSL, PSD, NOVO…). Da mesma forma, neste mesmo dia, a bancada do PT no Congresso Nacional foi decisiva para que a categoria das trabalhadoras e trabalhadores em educação não tenham seus salários congelados por força da aprovação do pacote de ajuda aos Estados e municípios.
Cientes dos erros que o próprio partido possa ter cometido, seja na luta social e política, no exercício de seus governos, ou na sua atuação parlamentar, acreditamos que o povo gaúcho, em especial aquele que trabalha e que necessita do serviço público de qualidade, precisa tirar a lição política da experiência democrática dos últimos 30 anos, rejeitando aquelas e aqueles que, com novas ou velhas roupagens, governaram este Estado e o país aplicando a política falida do Estado Mínimo, multiplicador do desemprego e da miséria.
Em tempos em que tentam confundir o povo, desacreditar a política e abrir espaço para o oportunismo de figuras totalmente incapazes como Jair Bolsonaro em nível federal, ou a repetição de tragédias já conhecidas pelos gaúchos de governos encabeçados pelo PSDB, MDB e PP, é preciso em especial que esta categoria de educadoras e educadores contribua, enquanto categoria de intelectuais, para que o povo gaúcho tenha a clareza do quão nefastas são as consequências das políticas neoliberais ou ultraliberais que pregam um Estado mínimo para o povo e máximo para as elites.
A realidade brutal, em que as mesmas entidades patronais de sempre, como se não bastasse terem defendido o pacote que desmonta o serviço público de Eduardo Leite, agora fazem pressão para flexibilização do isolamento social, exige que derrubemos as viseiras – como a do “antipetismo” atroz – colocadas em nossos olhos para separar o povo que trabalha do projeto de desenvolvimento social e econômico de esquerda e socialista que o PT representa, junto com outros partidos, movimentos sociais deste Estado e país. A saída é pela esquerda.
Contem com o nosso partido, com esta Setorial de Educação, com a nossa militância junto ao sindicato, com a nossa bancada de Deputadas e Deputados.
Fora Bolsonaro e as políticas liberais de morte e miséria de Eduardo Leite.

Foto: Luiz Damasceno / CPERS