7º Congresso Estadual do PT RS – Lideranças do RS defendem teses estaduais

Seis das sete chapas estaduais inscritas no 7º Congresso Estadual do PT RS apresentaram teses na noite desta segunda-feira (02/09), no auditório do CPERS-Sindicato, em Porto Alegre. O evento, coordenado pela Comissão Organizadora Eleitoral (COE) e mediado pela secretária de Comunicação do PT RS, Eliane Silveira, reuniu cerca de 150 pessoas, entre lideranças políticas e militantes. Transmitido ao vivo pelo Facebook, atingiu cerca de 3 mil internautas, que enviaram perguntas às chapas e serão respondidos por representantes.

O primeiro representante a falar foi o presidente do PT de Cachoeirinha, David Almansa, que apresentou a tese da Chapa 400 – Resistência Socialista-Lula Livre. Ele defendeu que o PT opere de forma ofensiva a construção de frentes políticas, que haja uma renovação do partido e seus métodos de diálogo, e que os espaços de direção sejam partilhados com a militância. “No mundo inteiro os partidos estão passando por processos de revolução cultural, democratizando os espaços de decisão e de escolha daqueles que vão nos representar nas eleições. Não é possível mais que nosso partido faça inflexões, retirando de pauta temas importantes como política de drogas e desmilitarização da polícia”, disse.

A tese da Chapa 460: Avante – Lula Livre! Fora Bolsonaro! foi defendida por Cícero Balestro, que ressaltou a importância de organizar uma grande frente de esquerda para enfrentar o governo Bolsonaro e unificar princípios na escolha das alianças para a eleição municipal. “Não podemos admitir qualquer tipo aliança com quem converse ou flerte com o governo Bolsonaro”, enfatizou.

Maria Eunice, ao apresentar a tese da Chapa 480: Lula Livre para mudar o Brasil – CNB e Articulação Petista, defendeu uma profunda reflexão interna e apontou a organização do partido como determinante. “É preciso haver cumplicidade com os movimentos sociais, como prática cotidiana; articular a luta social e política nos municípios; dialogar para construir uma frente de esquerda. Precisamos de uma direção que olhe para os municípios”, ressaltou.

A representante da Chapa 420: Em tempos de guerra, a esperança é vermelha, Ana Affonso, afirmou que no atual cenário político não há espaço para conciliação de classes. “Vivemos um período de guerra, não há espaço para pensarmos que vamos ganhar algum tipo de trégua da burguesia antinacional. Precisamos fazer esse debate enquanto temática da democracia e da soberania nacional”, defendeu.

Ismael Mendonça, da Chapa 470: Frente de Esquerda Lula Livre_DS – Polo, lembrou que a democracia está ameaçada desde 2014, defendeu a articulação de uma frente orgânica de esquerda que possa responder de forma estratégica à conjuntura, e organização de assembleias populares. A deputada Sofia Cavedon elencou uma série de ações inovadoras do PT desde o golpe de 2016, que mostram uma abertura do partido na composição de frentes democráticas de resistência. “Essa frente de esquerda não pode ser casuística, só para época de eleição, precisamos seguir adiante, em uma construção permanente”, disse.

A tese da Chapa 410: Diálogo e Ação Petista foi apresentada por Paulo Farias, que defendeu candidaturas próprias do PT; uma reforma política com nova constituinte; a luta pela derrubada do governo Bolsonaro; a recuperação das estatais e o desenvolvimento de uma política de emprego, que resgate o poder aquisitivo do trabalhador”.

Texto: Maricélia Pinheiro

Foto: Ana Paula Ribeiro

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