Resolução: PT/RS rejeita pacote de Leite

O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores, reunido no dia 14 de dezembro de 2019, manifesta sua avaliação sobre as medidas do governo do estado.

O PT votará contra às medidas que o Governo Eduardo Leite, do PSDB, apresentou à Assembleia Legislativa e se coloca ao lado da luta dos servidores públicos na defesa de seus direitos. Se solidariza com as entidades sindicais que estão expondo à sociedade o mal que significam estas medidas que aprofundam a crise do Rio Grande e diminuem as condições para a retomada do desenvolvimento do Rio Grande no futuro.

O governo Eduardo Leite chega ao final do seu primeiro ano de governo sem ter encaminhado um projeto sequer para fazer a economia do Rio Grande do Sul voltar a crescer. O governador repete o Governo Sartori, do PMDB, e não apresenta propostas para o desenvolvimento econômico do estado.
Tal quadro não é por acaso. Alinhados, Eduardo Leite e Jair Bolsonaro estão levando o Rio Grande e o Brasil a uma crise profunda e ao empobrecimento da população trabalhadora. O desemprego se ampliou, a miséria atinge milhões. Há uma destruição ambiental sem precedentes, perseguição à ciência e à educação, privatização da saúde e dos instrumentos de desenvolvimento.
No estado, se o governo Sartori destruiu vários órgãos públicos relevantes, Leite deu início às privatização da CEEE, CRM e Sulgás; de parques e outros bens públicos e, depois de prometer na campanha que não privatizaria o Banrisul, articulou uma PEC para retirar a necessidade de plebiscito para vender o Banrisul, a Corsan e a Procergs.
Ao atacar o magistério, ao taxar os aposentados, ao confiscar direitos adquiridos, ao subtrair as conquistas que os trabalhadores tiveram em nossos governo petistas e se negar a cobrar as dívidas da União, referente aos créditos da Lei Kandir hoje em torno de R$ 60 bilhões, o governador Eduardo Leite está colocando em risco de colapso a educação, a saúde e a segurança públicas e aprofundando a crise na qual o Rio Grande do Sul foi jogado pelo Governo Sartori. Nestes 5 anos de Sartori e Leite, a dívida pública do estado cresceu, a sonegação de impostos continua intacta e protegida, a expropriação dos salários dos servidores aumentou geometricamente, a insegurança é maior e os serviços de saúde e educação estão afundando.
Esta política não aponta para uma retomada do crescimento. O governos petistas – da Frente Popular- de Olívio Dutra e Tarso Genro, já haviam demonstrado que o caminho da retomada do desenvolvimento é possível mas é outro. Investir na atividade da economia, na recuperação dos salários dos servidores, na qualificação dos serviços públicos. As condições para isto haviam sido criadas, por nossos governos estaduais. Em 2002, no sentido inverso de Sartori e Leite, já havíamos baixado o estoque da dívida e em 2014 a dívida foi reduzida em 22 bilhões, com a ampla articulação democrática com a base produtiva do estado, como a agricultura familiar e camponesa, a pareceria com as universidades, a valorização do salário mínimo regional, reajustes e formação justos para os trabalhadores públicos (em especial dos policiais e professores), programas de irrigação, de industrialização, de primeiro emprego e de combate à pobreza.
Este é o caminho: apostar nos trabalhadores e na juventude, democratizar as decisões e distribuir os ganhos a todos os gaúchos.

Crédito da foto: Eduardo Silveira