Haddad participa de reunião dos diretórios do PT-RS e PT-POA

A reunião do Diretório Estadual do PT-RS, realizada conjuntamente com o Diretório Municipal do PT-POA, realizada na noite desta segunda-feira (9), no Plenarinho da Assembleia Legislativa, contou com a presença do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad. O encontro, coordenado pelo presidente estadual do PT, deputado Pepe Vargas, reuniu dirigentes e militantes que fizeram uma análise de conjuntura.

A reunião a reunião contou com as presenças do ex-governador Olívio Dutra, do ex-prefeito de POA, Raul Pont, do prefeito de Taquari e vice presidente da Famurs, Emanuel Hassen, o Maneco, do presidente da CUT, Amarildo Cenci, da coordenadora do MST, Daniele Cazzarotto, da suplente do senador Paulo Paim, Reginette Bispo, e da representante da Executiva Nacional, Juçara Dutra.

Para Haddad, é necessário fazer também uma reforma política do partido. “Ou a gente integra e vira uma máquina de reflexão e comunicação ou estamos fora do jogo. Não existe mais a ideia de campanha. O tempo é exíguo e o jogo é pesado. Exige inteligência e logística, por isso precisamos atualizar as estratégias, aprender com tudo que aconteceu. O centro-direita está vindo com muito dinheiro. Nós vamos fazer sem dinheiro na revolução 4.0 que está em curso”, analisou.

A gestão pública também foi abordada pelo ex-ministro. Segundo ele, o governo Bolsonaro está tentando destruir com todas as políticas públicas consolidadas nos governos Lula e Dilma, mas não vai conseguir destruir a rede pública de universidades federais. “Hoje temos um sistema, o Sisu, que integrou toda a rede. Por isso temos estudantes de várias regiões na mesma universidade e eles não vão conseguir acabar com isso”.

O ex-ministro lembrou da criação do ProUni em 2004, quando o governo nao tinha dinheiro ainda. “Fizemos sem dinheiro. Pegamos um imposto que eles (universidades privadas) não pagavam e transformamos em bolsas”, lembrou, salientando a necessidade de planejar com antecedência, antevendo os fatos. “As vezes não é preciso dinheiro para fazer o bem. Foi assim no ministério, foi assim quando assumi a prefeitura de São Paulo. O que é preciso é planejamento”

Texto: Claiton Stumpf

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Fotos: Eliane Silveira