SETORIAL LGBT Stonewall e a revolta das Cores, resistência e luta para derrotar a nova era fascista

O obscurantismo instaurado pelo Governo Bolsonaro tem como base um projeto antipopular, antinacional e antidemocrático de longo prazo contra o povo brasileiro. Uma ampla aliança construída entre setores conservadores da sociedade tem como objetivo central atacar e reverter as conquistas alcançadas pela classe trabalhadora, principalmente da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexo (LGBTI). Esta frente conservadora-fascista foi responsável por operar um golpe jurídico-midiático-parlamentar contra a Presidenta Dilma Rousseff, prender o presidente Lula e ganhar as eleições em 2016 e 2018.  São elas e eles também que desmontaram as políticas LGBT criadas pelos nossos governos e tem financiado os discursos de ódio contra nossa população.

O Brasil é o país que mais mata Travestis e Transexuais no mundo. Foram 167 vítimas entre outubro de 2017 e setembro de 2018, segundo a ONG Transgender Europe. Também somos o país onde lésbicas e mulheres bissexuais sofrem estupros supostamente corretivos de sua orientação sexual. LGBT’s são brutalmente assassinadas com crueldade e uso excessivo da força. Apesar deste cenário, somente neste ano o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou o crime de LGBTfobia com o de racismo, criando um ordenamento jurídico capaz de tipificar essas violências.

 É urgente que o maior partido de esquerda da América Latina seja, para além de abrigo político, ferramenta de resistência frente aos retrocessos intermitentes, garantindo a participação e a representação das trabalhadoras e trabalhadores LGBT’s.

Com isso, é chegado o momento de consolidarmos a eleição de nossas direções estaduais e nacional, reposicionando nossa militância política junto às alianças sociais fundamentais para o próximo período. Entendendo esse importante momento de renovação do nosso partido, as Secretarias estaduais e nacional LGBT do PT apresentam, ao conjunto da militância a seguinte resolução:

 1. 10% de representações LGBT nas direções partidárias, respeitando as cotas de mulheres, negras e negros e de jovens, já existentes. O objetivo é garantir a representação efetiva nas direções em todas as instâncias e na condução política do partido.

2. Destinação de uma cota mínima de 5% das emendas parlamentares, dando prioridade orçamentária de nossos mandatos ao fortalecimento das políticas LGBT, ao combate a LGBTfobia e a promoção dessas cidadanias.

O 7º Congresso do PT, em tempos de avanço bolsonarista, precisa ser uma resposta à altura de todos os sonhos e de todas as lutas socialistas. É hora de organizar nossa Revolta das Cores, mantendo acesa a chama de Stonewall e derrotando a onda fascista!