7º Congresso Nacional do PT – Teses nacionais são apresentadas em evento no CPERS

Representantes de chapas nacionais apresentaram, nesta segunda-feira (02/09), as teses que serão defendidas no 7º Congresso Nacional do PT – Lula Livre, que acontece em novembro, em São Paulo. Coordenado pela Comissão Organizadora Eleitoral (COE) e mediado pela secretária de Comunicação do PT RS, Eliane Silveira, o evento aconteceu no auditório do CPERS-Sindicato, em Porto Alegre, e reuniu cerca de 150 pessoas, entre lideranças e militantes do partido. Transmitido ao vivo pelo Facebook, alcançou mais de 3 mil pessoas. As perguntas enviadas pelos filiados e filiadas através da internet, serão respondidas pelos representantes das chapas. A renovação do partido e a formação de uma frente para combater o governo Bolsonaro foram apontadas por todos como medidas urgentes.

Marcelo Calini, representante da chapa 210 – Diálogo e Ação Petista, defendeu que o PT deve fazer um balanço do que foi feito até agora, para entender onde errou para deixar que a direita chegasse ao poder, depois de eleger quatro governos populares. “Parte de nossos erros foi não ter reformado profundamente as instituições do estado, não ter feito as reformas do judiciário, tributária e política”, argumentou.

A chapa 220 – Em tempos de guerra a esperança é vermelha foi apresentada por Júlio Quadros. Ele defendeu que o PT não deve apenas disputar o Executivo, mas o poder político do País. “Não basta ganharmos eleições e aplicarmos políticas de acesso à educação, saúde e renda, é preciso fazer as reformas tributária, política, judiciária, agrária e da comunicação”, ressaltou. Quadros frisou ainda a necessidade de o partido construir uma militância ativa e consciente.

Claudir Nespolo, que apresentou a tese da chapa 280 – Lula Livre para mudar o Brasil, defendeu tolerância nas eleições municipais de 2020, no sentido de se unir com outros partidos de esquerda para compor chapas completas. “Isso vai amarrar a eleição de 2022 e colocar um fim nesse ciclo. O PT é forte, mas isolado é uma presa fácil. Sozinho não se sustenta”, disse.

Raul Pont e Rodrigo Dilélio apresentaram a chapa 290 – #Lula Livre! Fora Bolsonaro! Governo democrático e popular! Dilélio ressaltou que não há qualquer possibilidade de formar alianças com quem apoiou o governo Bolsonaro. “Somos um partido socialista. É importante reforçarmos nesse congresso que tanto no governo quanto fora do governo adotaremos estratégias socialistas”, disse.  Pont lembrou que é preciso fazer um grande esforço para compor uma proposta única no Congresso Nacional, em novembro. “Precisamos recuperar a identidade programática e estratégica do PT retomar o projeto de democracia participativa. É necessária também uma mudança de estatuto, que garanta a autossustentação do partido”, defendeu o ex-prefeito de Porto Alegre.

Ao defender a chapa 200 – Lula livre-Resistência Socialista, Laura Sitto ressaltou a necessidade de se mudar o partido internamente para que seja possível enfrentar o desafio de retomar a democracia. “Temos que avaliar se queremos um partido que defenda apenas o jeito petista de governar ou se queremos um partido que apresente uma perspectiva socialista, um projeto de nação para o Brasil. É fundamental que tenhamos um partido conectado com os sonhos e esperanças da classe trabalhadora brasileira”, argumentou.

Confira as teses nacionais na íntegra

Texto: Maricélia Pinheiro

Foto: Ana Paula Ribeiro

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