Avaliação de 2018 e perspectivas

Por Rita Della Giustina*

O grande escritor uruguaio Eduardo Galeano certa vez disse que as crises podem ser definidas como “o momento em que o novo ainda não nasceu, e o velho ainda não morreu”. Penso que esta frase serve muito bem para descrever o momento que estamos passando atualmente em Sapiranga e em nosso País. Conversando com as pessoas pelas ruas da cidade, o que mais tenho ouvido é a insatisfação com a forma atual de fazer política, nunca antes esta parte tão essencial da nossa vida em sociedade foi tão criticada e, paradoxalmente, nunca foi tão necessária.

 Quando assumi o mandato que me foi confiado pelo povo em 1° de janeiro de 2017, carregava no peito os sonhos e as esperanças de milhares de Sapiranguenses e com a força de quase mil votos, tornei-me vereadora de toda a cidade. Hoje posso dizer com orgulho que foram dois anos de muita luta e trabalho. Dois anos em que muita coisa mudou, nosso país mergulhado em uma crise sem precedentes, movida pelo instinto vingativo de uma elite que nunca aceitou o resultado das urnas, foi levado à beira do abismo, vimos o desemprego aumentar, e os itens básicos como alimentos e gás de cozinha dispararem de preços, prejudicando sobretudo os mais pobres.

Mas ao mesmo tempo vimos florescer no Brasil uma verdadeira primavera das mulheres, os movimento populares e a organização dos trabalhadores seguem firmes e fortes na defesa dos nossos direitos e conseguimos grandes vitórias como o arquivamento do projeto “escola sem partido”. Infelizmente a perspectiva é de um retrocesso ainda maior, pois o Presidente já deixou claro que quer tratar os educadores e educadoras como inimigos e o respeito ao diferente passará longe do seu governo.

 Justamente por isso aceitei o desafio e fui candidata a deputada federal, sinto que somente com coragem é que poderemos mudar as coisas. Nunca se fez tão importante a nossa organização, devemos nos unir e buscar conjuntamente as soluções, se nossa crise é política somente através da política é que poderemos superá-la. Para isso a participação das mulheres, dos jovens e dos servidores públicos é mais que necessária, é fundamental. Sem uma profunda pressão vinda do povo, alguns políticos (aqueles que ainda não entenderam o momento que vivemos) continuarão a sua escalada de imoralidade, julgando-se acima do bem e do mal.

Finalizo este texto com duas certezas e um apelo. A primeira é de que minhas energias continuarão a ser direcionadas todos os dias para o bom, o justo e o melhor do mundo. O apelo é para que todos nós continuemos firmes na luta, vigilantes na ação e amorosos no dia-a-dia, pois somente o amor poderá vencer o ódio. E, para que tenhamos a segurança de dizer que nada é impossível de mudar.

*Vereadora do PT em Sapiranga – RS