Plenária reúne partidos e movimentos sociais a favor de Haddad e Manuela

A noite da terça-feira (9) foi emocionante, reunindo no Sindicato dos Municipários (Simpa) partidos como PT, PCdoB, PSOL e PCB, além de movimentos sociais, para uma grande plenária em defesa da candidatura de Fernando Haddad e Manuela D’Ávila à presidência do país. A plenária serviu para demonstrar a união dos partidos contra Jair Bolsonaro, mas fundamentalmente contra o fascismo.

Com a presença de Manuela D’Ávila, o ato também contou com a presença de Pedro Ruas (PSOL), que coordenou o encontro, Miguel Rossetto (PT), Abigail Pereira (PCdoB), Sofia Cavedon (PT), Luciana Genro (PSOL) e Ana Affonso (PT), que juntos destacaram que levantam a bandeira de luta pela democracia e pelos direitos sociais.

“Vindo pra cá conversei com a dona Lourdes, moradora de Porto Alegre, que me perguntava: e agora? Agora é lutar pela democracia, pelos direitos sociais, agora é votar Haddad e Manuela. E ela sorriu, e é este sorriso que devemos despertar nas pessoas nos próximos dias. A verdade das nossas bandeiras é forte e estamos convocados pela história para defender a democracia e a igualdade, responderemos com a nossa consciência, coragem e disposição. Estaremos doando neste dia o que temos de melhor, nossa generosidade e solidariedade”, disse Rossetto.

A candidata eleita como deputada estadual para o próximo ano, Luciana Genro (PSOL), justificou a ausência de Israel, Roberto Robaina e da eleita deputada federal, Fernanda Melchiona, que estavam em São Paulo. “O momento é preocupante da história brasileira, mas a alegria de ver esta sala, este pátio e rua cheios é grande. Este é um movimento amplo, democrático, em defesa das liberdades individuais que estão sendo duramente atacadas, muitos no passado derramaram o seu sangue para que hoje pudéssemos estar aqui. A democracia que vivemos é precária, mas mesmo desta forma temos que responder #EleNão #EleNunca. Não abriremos mão dos direitos duramente conquistados e estamos colocando de lado nossas diferenças, este é um momento de ressaltar a nossa unidade, e é em defesa dos direitos dos LGBTS, das mulheres que são ponta de lança ao enfrentamento do atraso e das trevas. Temos que ter uma unidade democrática”, ressaltou Luciana.

Pelos movimentos sociais, falou Cintia Barenho, pela Marcha das Mulheres; Salete pelo Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST). A vereadora de Porto Alegre e eleita deputada estadual para o próximo ano, Sofia Cavedon, também estava presente e destacou que na próxima quinta-feira (11) professores e professoras farão um “livraço” pela democracia. Sofia defendeu ainda que “a cultura deve se levantar porque a mordaça e a censura estão se apresentando nestas eleições”.

Pelo PCB, Mariana, falou sobre a defesa da democracia e relatou que esteve no primeiro turno em um assentamento em São Borja onde as pessoas não tinham luz, nem água, mas tinham um adesivo do Lula nas suas casas. Bruna Rodrigues, da UAMPA, destacou que “quer livros e não armas nas mãos da nossa gurizada”.

Em nome da Executiva Estadual do PT, Raul Pont falou que viveu 11 processos eleitorais e nunca tinha visto o que está havendo nestas eleições. “As pessoas estão indo votar amedrontadas pelas Fake News, e neste segundo turno caíram as máscaras, porque os dois candidatos que vão ao 2º turno no Governo do Estado apoiam Bolsonaro”, lembrou, ressaltando que Bolsonaro quando votou pelo impeachment de Dilma, dedicou seu voto a Ustra, torturador do DOPS. “Eu estava lá e presenciei isso. No passado nós resistimos a uma ditadura e agora vamos também resistir a esta tentativa de outra”.

A fala de encerramento ficou por conta da candidata a vice-presidenta Manuela D’Ávila, que destacou que a plenária irá soprar os ventos da liberdade. “Os ventos do Sul soprarão para todo o Brasil a liberdade, representada na nossa chapa. Lembro da campanha de Olívio e Rossetto em 1998, quando fomos para o 2º muito atrás do primeiro colocado, mas de virada o povo gaúcho construiu a vitória, e é esta vitória que o povo gaúcho e brasileiro deve construir de novo, pois a bola está no centro, o segundo turno é uma nova partida”, disse.

Manuela destacou que “o nosso povo não é fascista, não defende o extermínio nas comunidades, o nosso povo é generoso e está com medo do seu futuro”, falando ainda sobre as Fake News que lhe atingem, destacando que Haddad é o homem que democratizou o espaço sagrado das elites, que são as universidades públicas.

“Nosso primeiro compromisso é com a constituição de 88, com a democracia e os direitos sociais, é a constituição de 88 que garante o SUS, o direito das mulheres. É possível construir um país onde as pessoas façam política sem transformar estes espaços em espaços de violência. Somos aqueles que acreditamos na política que transforma. Não permitiremos outra ditadura, não existe país sem povo, o Brasil é dos brasileiros e é nosso, eles não podem nos intimidar e a partir de agora é adesivo no peito, panfleto na mão. Coragem companheiros, são 19 dias, e o que nos move é a esperança e o sonho”, afirmou.

Por fim, Manuela fez um apelo, pedindo que os companheiros e companheiras não bloqueiem ninguém nas redes sociais. “Usem estes espaços para devolver a verdade no espaço que mente. No território da verdade, nós venceremos”.

Texto: Daia Roldão e Eliane Silveira

Foto: Ubirajara Machado