Grande comício em Rio Grande fortalece a maré vermelha da virada

A noite fria não espantou a militância que lotou o Largo Dr. Pio nesta quinta-feira (4/10) em Rio Grande, para ouvir o próximo governador do Rio Grande do Sul, Miguel Rossetto. O candidato da coligação Por um Rio Grande Justo (PT/PCdoB) falou sobre a retomada do Polo Naval, sobre a relação que terá com as prefeituras, e o projeto de desenvolvimento para um Estado justo.

Rossetto destacou que é inadmissível que um governador fique calado com o desmonte do Polo Naval realizado pelo governo Temer. “Como um governador não fala absolutamente nada sobre as milhares de demissões que ocorreram com trabalhadores de todo Estado que estavam aqui em Rio Grande produzindo? Isso não é postura de um governador comprometido com o seu povo”, disse.

Sobre a relação com as prefeituras, Rossetto afirmou que uma de suas primeiras atitudes como governador será chamar todos os prefeitos para dialogar. “Vamos trabalhar juntos, regularizar os repasses, apoiar uns aos outros para que os municípios possam oferecer serviços de qualidade ao nosso povo”. Rossetto destacou o trabalho realizado pelo prefeito Alexandre Lindenmeyer, que tem uma enorme preocupação com a educação infantil, com a construção de escolas e com o legado que os governos petistas sempre deixam por onde passam.

“Nós temos lado e temos história, nós vamos trabalhar como sempre trabalhamos, sem vender o Estado, defendendo nossa agricultura, pesca, comércio, oferecendo serviços de qualidade, mantendo o Banrisul forte e público, e vamos valorizar nossos servidores pagando em dia o seu salário”, afirmou.

As mulheres do Rio Grande do Sul serão representadas em 50% do secretariado de Rossetto. “Tomei uma decisão que dialoga com o que sempre defendemos. A paridade em nosso governo existirá e as mulheres irão liderar de forma igual, com toda competência e capacidade que tem e sempre tiveram, pelo menos em 50% de nossas secretarias”, destacou.

Para a vigilante Ana Paula Barbosa Ribeiro, de 32 anos, o Estado precisa de um presidente e governador como Haddad e Rossetto, para que as mulheres sejam vistas como iguais e não menores que os homens. “O coiso não fará nada pelas mulheres, irá acabar com os programas sociais e destruir tudo o que já foi feito aos que mais precisam pelo presidente Lula. Aqui no Estado, o Sartori acabou com a secretaria de mulheres e hoje nós vivemos com medo. Precisamos de Rossetto e Haddad juntos, para mudar a realidade do Rio Grande e do Brasil. Não posso imaginar um cenário que não seja este”, disse.

Rossetto finalizou dizendo que a vitória começa também por Rio Grande, cidade que já demonstrou sua capacidade de impulsionar a economia e o desenvolvimento do Estado a partir da força do seu trabalho. “Seremos vitoriosos aqui em Rio Grande, como sempre fomos, vamos retomar uma agenda positiva, de luta, alegria e esperança, vamos voltar a governar o Rio Grande com o orçamento participativo, ao lado de todos os gaúchos e gaúchas”.

Em Rio Grande, o candidato recebeu um documento da Associação dos Servidores Penitenciários Administrativos do Rio Grande do Sul.  A segunda suplente de Paulo Paim ao Senado, Cleonice Back, acompanhou a atividade representando a chapa ao Senado, ainda formada por Abigail Pereira (PCdoB).

Texto: Daia Roldão

Foto: Ubirajara Machado