Estudantes da UFRGS e movimentos realizam ato contra Bolsonaro

O Diretório Central de Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (DCE-UFRGS), realizou na quarta-feira (10) uma atividade em formato de assembleia e debate intitulada “Estudantes Contra Bolsonaro”, no viaduto Dona Leopoldina (Brooklyin), em Porto Alegre. O ato foi construído em conjunto com outras entidades como o Sindicato dos Técnicos Administrativos, a Associação dos Pós-Graduandos da UFRGS, Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES) e demais grupos de organizações estudantis e partidárias.

Para Pedro Duval, diretor do Movimento Estudantil do DCE da UFRGS, o ato marcou a unidade bonita e necessária para enfrentar o segundo turno. “A gente entende que a nossa juventude foi protagonista de muitas lutas no nosso país, foi fundamental para a construção da nossa hoje frágil democracia. O cenário eleitoral de hoje exige mais um ato de resistência, agora uma resistência ao ódio, à intolerância, à violência, à continuidade da plataforma econômica de Temer, porque hoje Bolsonaro representa o aprofundamento do desmonte promovido pelo governo golpista, não só por suas declarações, mas porque Bolsonaro votou junto os projetos golpistas na Câmara dos Deputados”, disse.

Ainda conforme Pedro a bandeira do DCE é em defesa dos Direitos Humanos, da Universidade Pública, de defesa dos direitos dos trabalhadores e com uma postura de repúdio ao fascismo. “A gente se sentiu obrigado a organizar um espaço de diálogo e planejamento dos estudantes. Ficou muito claro que a candidatura do Haddad é um ativo suprapartidário, de soberania, democracia, da esperança de um país melhor, mais justo, menos violento. Existe um anseio dos estudantes de ir para rua e dialogar com a população e confrontar dois projetos para este 2º turno, onde um é de desenvolvimento, expansão das universidades, inclusão, e outro projeto que é de arrocho, exclusão, de ódio e discriminação”, destacando que é preciso que todos saiam às ruas em defesa dos negros e negras, LGTB, mas também para mostrar que existe um caminho de esperança que vai vencer o medo.

A coordenadora do DCE da UFRGS, Laura Barreras, disse que estamos face a face com o fascismo. “Há dois anos, com a ruptura democrática pelo Golpe, se inaugurou no país um cenário de medo. As pessoas estão com medo. O momento vai nos exigir muita organização e luta para virar essa eleição e ganhar do fascismo nas urnas e nas ruas. Por isso, apesar do momento que a gente vive, é reconfortante ver os setores da esquerda unidos aqui. É reconfortante ver os estudantes, os trabalhadores, as mulheres, os negros, os LGBT aqui se preparando para lutar contra a tortura, contra o machismo, a misoginia, o racismo, a LGBTfobia, para lutar a favor da democracia, porque nós só temos direito de existir na democracia”, disse.

Laura reforçou que, até dia 28, ela e os estudantes estarão nas ruas virando voto. “Tenho certeza que vou encontrar cada um de vocês na rua, fazendo campanha, virando voto. Porque hoje, no atual cenário, a garantia da democracia está na mão de quem votar 13 para eleger Fernando Haddad. Mas nossa tarefa enquanto esquerda não vai terminar na eleição. Precisamos permanecer atentos e vigilantes para nunca mais correr o risco de eleger um fascista por vias democráticas. Só nossa luta vai nos garantir existência”, ressaltou.

A agenda de atividades do DCE está disponível no Facebook https://www.facebook.com/dceufrgs.oficial/

Texto: Daia Roldão

Imagem: Claudio Fachel