Em debate na Record, Rossetto afirma que 50% do secretariado será de mulheres

Miguel Rossetto, candidato ao Governo do Estado pela coligação Por um Rio Grande Justo (PT/PCdoB), participou neste sábado (29/9) de debate realizado pela Rede Record RS. Mediado pelo apresentador André Haar, o debate foi divido em quatro blocos, abordando temas como saúde, educação, desenvolvimento, finanças e outros de livre escolha dos candidatos.

Em sua fala inicial, Rossetto destacou o movimento #ELENÃO, que liderado por mulheres realiza também neste sábado atividades em todo o País, inclusive no Rio Grande do Sul. “Hoje é um dia importante, mulheres do RS e do Brasil se mobilizam contra a intolerância, ódio, e o desrespeito, a partir do movimento #ELENÃO. Eu estou junto deste movimento e se eleito governador, no mínimo 50% do meu secretariado será de mulheres. Quero um Rio Grande justo, em paz, com mais igualdade, e por isso vamos fazer esta grande mudança aqui no Estado”, disse.

Saúde e educação

“O RS passa por uma grande crise e o senhor sabe, porque ajudou a criar ela” disse Rossetto respondendo ao candidato do PSDB, Eduardo Leite. “Vocês jogaram o Rio Grande do Sul para uma crise sem tamanho, são mais de 500 mil desempregados, crianças e jovens estudando em estruturas sucateadas, mas nós vamos recuperar a educação valorizando o professor, existem recursos e hoje eles são priorizados em outras áreas”, disse.

Rossetto destacou ainda que o tema central desta campanha é a saúde pública. “O senhor nunca assumiu responsabilidades em relação a esta questão, o senhor joga a responsabilidade do caos da saúde pública no seu município para outros e não para as suas gestões. Os governantes devem assumir suas responsabilidades e o senhor não fez isso”, afirmou o candidato se dirigindo a Leite.

“Assumir responsabilidades é tarefa de um governante e o senhor não foi capaz de oferecer saúde pública para a população de Pelotas, demonstrando uma indignação forçada. Seria mais digno e correto se o senhor pedisse desculpas para estas mulheres e suas famílias”, finalizou Rossetto.

Violência contra a mulher

“Vamos recuperar as políticas públicas para as mulheres, a partir da Patrulha Maria da Penha e das delegacias para as mulheres. Se eleito, quero garantir que no mínimo 50% do meu secretariado seja composto por mulheres, quero um governo que respeite esta diversidade rica da sociedade gaúcha, para que fique no passado a violência contra a mulher e que elas ocupem o espaço que verdadeiramente é delas por direito”, afirmou Rossetto.

Finanças

“Queremos acabar com a guerra fiscal, que destrói as economias e finanças do Estado, mas é uma guerra que deve acabar em nível nacional. Eu, como governador, quero ter um papel firme, estimulando a economia para ter trabalho e emprego, que deve ser prioridade absoluta de um governo”, disse Rossetto, destacando ainda que irá resolver o fim da guerra reduzindo as alíquotas interestaduais, é que esta é uma medida concreta e que pode ser resolvida junto ao Senado.

“O governador tem o papel de liderar uma agenda positiva, ao contrário do que acontece hoje no Rio Grande do Sul. O Temer acaba com o Polo Naval e o governador Sartori fica calado, fábricas de sapato fechando e o governador se mantém calado, os agricultores produtores de leite abandonando suas atividades e o governador continua calado. Vamos ter uma outra postura, e o Banrisul é fundamental como banco dos gaúchos para que possa ampliar o crédito, assim como o BRDE”, afirmou.

Para Rossetto, é fundamental retomar uma ideia de desenvolvimento, e não um desenvolvimento que exclui. “Quero um desenvolvimento equilibrado e que todos possam compartilhar o esforço coletivo. Nós vamos mudar o Brasil e o Rio Grande fazendo a economia voltar a crescer, retomando investimentos no Polo Naval, nas nossas estradas, ferrovias, retomar um ambiente de crescimento econômico para o RS e enfim resolver o problema das nossas finanças, com crescimento econômico, mais arrecadação, combate rigoroso a sonegação, muito cuidado com os gastos públicos e em definitivo resolver o problema da crise e da Lei Kandir”.

Ainda sobre as finanças do Estado, Rossetto destacou que sua prioridade é pagar salário em dia. “Existe dinheiro e nós vamos pagar os servidores. Com os salários em dia, vamos recuperar os serviços públicos, é uma questão de prioridade”, afirmou.

Desenvolvimento

Para Rossetto um dos temas centrais para o desenvolvimento é garantir o direito ao trabalho e ao emprego. “O PSDB destruiu a CLT e realizou o maior desmonte das últimas décadas, com uma política que provoca milhares e milhões de desempregos, reduzindo direitos dos trabalhadores. Desenvolvimento para mim é emprego e salário justos, um ambiente que assegure direitos aos trabalhadores e trabalhadoras”, disse.

“Um governo eficiente, ágil, mas rigoroso. Uma FEPAM ágil e rigorosa, e isso não deve ser uma contradição, vamos incorporar o que há de melhor em tecnologia para que os serviços sejam de qualidade. Um policiamento integrado, um governo atuante, presente. É muito importante superar a crise estadual buscando em Brasília o que a União deve para o RS. Minha primeira agenda como governador será levar ao presidente Haddad, que eu quero que seja eleito, uma série de conjuntos, para que o Rio Grande do Sul volte a ser respeitado, volte a ser desenvolvido”, disse Rossetto em relação à agilidade dos processos burocráticos.

Considerações finais

Rossetto finalizou sua participação no debate convidando todos os gaúchos e gaúchas para caminhar rumo a um futuro de esperança. “Caminhamos com entusiasmo, é possível mudar o Brasil e o Rio Grande. Nós estamos defendendo a candidatura de Haddad e Manuela, que representa este grande projeto de mudança, um país com trabalho e emprego. Eu tenho a honra e orgulho de ser apoiado pelo presidente Lula e aqui no RS nós queremos mudar, chega do povo gaúcho pagar a conta. Quero um Rio Grande com desenvolvimento, trabalho e emprego, com serviços públicos qualificados para o nosso povo, uma boa escola pública para a nossa juventude, o povo vivendo em paz, tendo saúde perto, essa é a nossa mensagem, um Rio Grande mais justo para todos e para todas”.

Texto: Daia Roldão
Foto: Ubirajara Machado